Policial Civil faz operação de combate à pedofilia e prende empresário

News3

Uma operação da Polícia Civil para combate à pedofilia na madrugada de quarta-feira, dia 21, terminou com nove pessoas presas em cidades do Sul de Minas, inclusive um empresário do ramo de móveis em Itajubá. Com cobertura exclusiva da EPTV Sul de Minas, a operação foi de Batizada de ‘Anjos da Lei’ e contou com a participação de 40 policiais nas cidades de Itajubá, Conceição das Pedras e Cristina.

 

De acordo com a reportagem, foram cumpridos nove mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos de pedofilia e agenciamento de menores na região. O delegado regional, Denirval Campos, informou que as denúncias de prostituição envolvendo meninas com idade média de 13 anos começaram a chegar no início do ano. “A delegacia competente deu início às investigações e confirmou que realmente existia uma rede na qual duas pessoas faziam agenciamento dessas meninas para exploração sexual infantil”, explicou.

 

Os suspeitos, que não tiveram os nomes revelados, começaram a chegar na delegacia de Itajubá por volta de 6h30. Segundo a polícia, um rapaz de 18 anos e uma mulher de 19, que está presa em Caxambú/MG, eram os articuladores do esquema. “Eram feitas as solicitações, pela pessoa que agenciava. Normalmente eram solicitadas meninas menores de 12 anos e aí essa pessoa fazia marcava os encontros através de mensagens de celular”, afirmou o delegado.

 

Os agenciadores disseram à polícia que as meninas combinavam o próprio preço pelo programa, mas que eles recebiam cerca de R$ 100 pelos encontros, que eram marcados em sítios e motéis de Itajubá. Na casa dos suspeitos foram apreendidos computadores, que serão periciados. As meninas já foram ouvidas.

 

“Todas elas estão tendo acompanhamento do Conselho Tutelar e vão ser encaminhadas para os órgãos do município para atendimento psicológico também”, completou o delegado.

 

Clientes

Sete homens foram presos suspeitos de pagarem pelos programas. Na casa de um deles, a polícia apreendeu filmes pornográficos e até roupas de meninas. Para a polícia, já não existe um perfil definido do pedófilo.

 

O delegado de Homicídios, Mário Martins, declarou que “a pessoa que tem esse perfil, ela está em todos os setores da sociedade, em todos os locais, e por diversas vezes, a gente não consegue identificar. Então foi necessário um trabalho árduo de investigação para que a gente pudesse chegar em todos esses elementos presos hoje”, disse.

 

Segundo a Polícia Civil, os presos responderão pelos crimes de associação criminosa, exploração sexual de criança e adolescente e estupro de vulnerável. A pena no caso mais grave pode chegar a 15 anos de prisão.


Fonte:G1.com / EPTV

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